quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O guri era mal, traquejado em furar olho de passarinho com espinho de tuna. Depois, soltava a ave à própria sorte. Terminou ministro da fazenda! (1984)
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Há dois tipos de jornalistas: aquele que o leitor consulta todo o tempo, decorrência da credibilidade de seu trabalho informativo, e aquele sobre cujos artigos o leitor sequer lança os olhos. No Brasil, passaríamos um dia in-teiro enumerando o segundo tipo.
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Se a economia brasileira dependesse dos palpites de certos jornalistas para crescer, estaríamos perdidos. Têm o vezo de se manifestarem quando os problemas se tornam críticos ou não haja mais jeito de consertar os estragos. Se tudo está bem, não há um desses profissionais que apresente modelo econômico menos passível de sofrer desgastes, com as consequências conhecidas. São os balaqueiros de plantão.
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Os palpiteiros da redação adoram perorar em nome de soluções que, dadas na ocasião correta, quantas vezes evitariam desastres. Acontece que os opiniosos só aparecem depois que a casa cai., reclamando de manchetes! São os cabos eleitorais do diabo!
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Para administrar um país como o Brasil não basta possuir diplomas. Certo Presidente da República, professor de Língua Portuguesa, leitor assíduo de jornais e revistas, autor de livros sobre literatura, gramática, filologia, linguística, enfim, um intelectual de escol, renunciou ao cargo em poucos meses de governo. Não conseguiu manter firmes as rédeas administrativas. Não desejo que o meu País fique nas mãos de gente incompetente, cuja maior capacidade encontra-se no exercício da demagogia, da bazófia e da hipocrisia, sem falar nos interesses escusos! (1994)
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Há jornais que não merecem leitura. Parciais, aprofundam-se na política-partidária nojenta, rejeitando obviedades, desprezando números, iludindo-se com o próprio umbigo e injuriando homens de boa-fé. Particularmente, escolho minhas leituras. Não gosto de seguir passos desnorteados, como os de certos jornalistas tendenciosos, que fazem da redação um diretório político-partidária.

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