Há algo estranho num País onde todos desconfiam de todos. Pior, onde sistematicamente se nomeiam ratos para guardiãos do queijo.(1997)
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Ao magistrado indigno, pena triplicada. É inadmissível ao aplicador da Lei revelar-se agente de falcatruas. Além da perplexidade popular, ele protagoniza lesões de difícil reparação na estatura do Poder, cujo histórico evidencia a aquisição de honrosos lauréis desde a sua instituição no País. Cabe ao próprio Judiciário defenestrar, de pronto, esses corós de estrebaria. Para tal mister, desatrelar-se-á de todo e qualquer corporativismo. Frutas podres irão ao lixo, para não contaminar as sãs. Este é o ditado.
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Vigiem-se os mal-educados e pachorrentos do serviço público; ao fim da paciência, remetam-nos a um local próximo ao inferno.
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As autoridades públicas gritam, berram, ameaçam, enfim, teatralizam o mais que podem, quando exigidas a tomar providências contra os desmazelos. Mas fica nisso, pois a pusilanimidade é sua marca mais frequente.
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No Nordeste, planta-se muita maconha. A polícia sabe exatamente onde se localizam as lavouras, assim como conhece seus proprietários. Abisma que se destrua toda a plantação, mas não se consiga por as mãos num só dos produtores-traficantes. Comenta-se que, antes das diligências, a tropilha delinquente tome ciência de tudo e foge. Instauremos a pena de morte para certos funcionários públicos!
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É possível um detentor de cargo eletivo ser chamado de ladrão nas ruas e não reagir? Pior: Sair dando de ombros, como se nada acontecesse contra sua honra? Sim, é possível. Talvez, por isso mesmo, quase sempre se reelejam.

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