quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Há um sentido de violência tão forte no aparato policial brasileiro, que a população, hoje, nutre temor, ao invés de respeito e segurança, em sua presença.
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Mais hoje, mais amanhã, acordaremos ao canto de hinos com letras ameaçadoras, caso não se atendam aos reclamos sociais. A saúde, a previdência social e o setor fundiário teimam em dar nó na garganta dos governantes medíocres.(1996)
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Meus desejos são particularíssimos. Qualquer intensidade que os faça aflorar é logo abafada, em nome de meus limites. Mantenho minhas reservas sob férreo comando; sei direcioná-las ao desaguadouro. Eis porque meus olhos encontram-se quase sempre perdidos no outro lado do muro.
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O homem é uma farsa aos seus próprios botões. Chega o tempo em que alguns se levam à religião, outros à psicanálise, muitos ao suicídio. Meu conselho aos que não acordam à realidade? Fodam-se!
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A vassalagem do governo autoritário constitui-se de delinquentes pós-graduados. Sustentam-se de políticas regionais opressoras, demagógicas e corruptas, destacando-se a perseguição aos fracos e vencidos politicamente, faceta denotativa de consciências degeneradas. Que tal passarmos um filme em praça pública sobre a trajetória desses energúmenos palacianos?(1979)
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É preciso desratizar os bastidores das licitações levadas a efeito pelos órgãos públicos tupiniquins. Quem tem coragem?(1988)
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Não vejo certas pessoas deprimidas, mas putas da cara com os abusos sem freio.(2000)
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Quase todos estão convictos de que haja solução para os problemas alheios. A humanidade é um balcão de conselhos. Há os que preferem ficar na assistência, indiferentes aos projetos que passam sempre pela metade, rindo dessa capacidade desenfreada do homem de bancar o arquiteto do destino alheio.
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Em nome da boa educação, tem-se sido gentil em detrimento das rebeldias fundamentais. Manter-se fiel aos postulados da civilização significa, muitas vezes, uma perigosa proximidade dos abismos.
algo estranho num País onde todos desconfiam de todos. Pior, onde sistematicamente se nomeiam ratos para guardiãos do queijo.(1997)
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Ao magistrado indigno, pena triplicada. É inadmissível ao aplicador da Lei revelar-se agente de falcatruas. Além da perplexidade popular, ele protagoniza lesões de difícil reparação na estatura do Poder, cujo histórico evidencia a aquisição de honrosos lauréis desde a sua instituição no País. Cabe ao próprio Judiciário defenestrar, de pronto, esses corós de estrebaria. Para tal mister, desatrelar-se-á de todo e qualquer corporativismo. Frutas podres irão ao lixo, para não contaminar as sãs. Este é o ditado.
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Vigiem-se os mal-educados e pachorrentos do serviço público; ao fim da paciência, remetam-nos a um local próximo ao inferno.
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As autoridades públicas gritam, berram, ameaçam, enfim, teatralizam o mais que podem, quando exigidas a tomar providências contra os desmazelos. Mas fica nisso, pois a pusilanimidade é sua marca mais frequente.
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No Nordeste, planta-se muita maconha. A polícia sabe exatamente onde se localizam as lavouras, assim como conhece seus proprietários. Abisma que se destrua toda a plantação, mas não se consiga por as mãos num só dos produtores-traficantes. Comenta-se que, antes das diligências, a tropilha delinquente tome ciência de tudo e foge. Instauremos a pena de morte para certos funcionários públicos!
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É possível um detentor de cargo eletivo ser chamado de ladrão nas ruas e não reagir? Pior: Sair dando de ombros, como se nada acontecesse contra sua honra? Sim, é possível. Talvez, por isso mesmo, quase sempre se reelejam.
O guri era mal, traquejado em furar olho de passarinho com espinho de tuna. Depois, soltava a ave à própria sorte. Terminou ministro da fazenda! (1984)
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Há dois tipos de jornalistas: aquele que o leitor consulta todo o tempo, decorrência da credibilidade de seu trabalho informativo, e aquele sobre cujos artigos o leitor sequer lança os olhos. No Brasil, passaríamos um dia in-teiro enumerando o segundo tipo.
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Se a economia brasileira dependesse dos palpites de certos jornalistas para crescer, estaríamos perdidos. Têm o vezo de se manifestarem quando os problemas se tornam críticos ou não haja mais jeito de consertar os estragos. Se tudo está bem, não há um desses profissionais que apresente modelo econômico menos passível de sofrer desgastes, com as consequências conhecidas. São os balaqueiros de plantão.
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Os palpiteiros da redação adoram perorar em nome de soluções que, dadas na ocasião correta, quantas vezes evitariam desastres. Acontece que os opiniosos só aparecem depois que a casa cai., reclamando de manchetes! São os cabos eleitorais do diabo!
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Para administrar um país como o Brasil não basta possuir diplomas. Certo Presidente da República, professor de Língua Portuguesa, leitor assíduo de jornais e revistas, autor de livros sobre literatura, gramática, filologia, linguística, enfim, um intelectual de escol, renunciou ao cargo em poucos meses de governo. Não conseguiu manter firmes as rédeas administrativas. Não desejo que o meu País fique nas mãos de gente incompetente, cuja maior capacidade encontra-se no exercício da demagogia, da bazófia e da hipocrisia, sem falar nos interesses escusos! (1994)
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Há jornais que não merecem leitura. Parciais, aprofundam-se na política-partidária nojenta, rejeitando obviedades, desprezando números, iludindo-se com o próprio umbigo e injuriando homens de boa-fé. Particularmente, escolho minhas leituras. Não gosto de seguir passos desnorteados, como os de certos jornalistas tendenciosos, que fazem da redação um diretório político-partidária.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PENSAMENTOS DE ANTONIO KLEBER MATHIAS NETTO

As penitenciárias estão cheias de ladrões de batatas. Os finórios dos cofres públicos têm certeza de que tais dependências não se coadunam com seus finos tratos.
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A maioria dos políticos constitui-se numa piada que, em Portugal, faz festa nos botequins.
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Nos países de homens sérios, aprovam e promulgam leis para atender às necessidades gerais da sociedade. No Brasil, não poucas vezes, aprovam-se textos para resolver problemas pessoais dos legisladores.
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Se não fossem o futebol, o carnaval e o jogo-do-bicho, o brasileiro aprontaria revoluções de meter medo.
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Como é difícil trancafiar pulhas peculatários nesta Terra de Santa Cruz! O Ministério Público deveria ser mais ativo e o Judiciário mais diligente, no sentido de que o povo não fique a ver navios diante de tantos crimes graves praticados por políticos e homens públicos. Se começássemos pelo Banco Central do Brasil, dar-se-ai enorme conforto à nacionalidade descrente. (2000)
Poucos neste século discursam sobre Ética, sem que se aposteme da alma e da língua.
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Sempre haverá estranhezas num País onde todos desconfiam de todos. Isso ocorre, geralmente, quando se torne sistemática a nomeação de ratos para guardiãos do queijo.(1998)
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As regras econômicas constituem-se como instrumentos de experimentação em vários países. Manejam-nos teóricos vaidosos que fariam melhor se colocassem um abacaxi onde o desejo mais lhes coçasse.
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A consolidação do Poder Judiciário evidencia-se a partir do momento em que faz valer os mandamentos do regramento jurídico, atendendo-se a exigência de não apaniguar poderosos, tampouco dar conversa a bazofeiros de tribuna política. O Brasil anda cheio deles.

PENSAMENTOS DE ANTONIO KLEBER MATHIAS NETTO

Poucas Repúblicas suportariam investigações rigorosas. Nos seus escaninhos, ratos proliferam. É da essência pública dar de comer a roedores. O homem é um depredador nato... de princípios.
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A propalada assistência social no Brasil é um engodo bem articulado nos discursos palacianos. Os oradores são insensíveis a tudo. Menos à própria fome.
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Os neo-liberais nos países de terceiro mundo pedem paciência ao povo diante dos assaltos, estupros e sequestros, delitos que não rondam os palácios, sempre protegidos pela força pública.
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